segunda-feira, 12 de março de 2012

NÃO VIM AO MUNDO A PASSEIO!


NÃO VIM AO MUNDO A PASSEIO!

Suely Pavan Zanella(*)
Há um certo momento na vida em que passamos a nos perguntar: Afinal o que estou fazendo neste mundo? Nasci pra quê? Estou vivo (a) até hoje por qual razão? Qual é a minha missão na vida?
Fazendo auto-observação constante é possível começar a ter estas respostas e também a mudar o rumo da vida. 
Se por exemplo você percebe que é imaturo (a) e que o seu negócio é viver apenas no mundo do ID, do prazer, ou como dizia uma antiga supervisora de psicanálise “No mundo das piscinas”, você é um hedonista. Daquele tipo que faz tudo o que lhe vier à cabeça sem pensar muito nas conseqüências. Repete com freqüência frases do tipo: Gosto disto, não gosto daquilo... Enfim, vive só para o seu bel prazer. Não pense você que este modo de ser é raro, ao contrário é mais comum do que se imagina, e alguns estudiosos dizem que vivemos numa época hedonista (focada no prazer): beber até cair, se drogar, fazer sexo sem proteção, mentir, e pensar só em si mesmo.
Pessoas assim nasceram para passear, se divertir e descansar. E estes atos nada têm a ver com a idade, há muitos adultos e até velhos que se comportam desta forma.  
Mas, como a vida é equilíbrio, ou ao menos a busca dele, há uma minoria que veio para este mundo para fazer a diferença com suas ações. Estes não vieram a este mundo a passeio. Sabem se divertir, descansar, mas nunca perdem de vista o seu propósito vital.
Encaram a vida com seriedade embora possam ser divertidos. Mesmo quando são comediantes, por exemplo, aproveitam as suas piadas para fazer reivindicações e propiciar a reflexão do público. Dizem que os bobos da corte eram as pessoas mais inteligentes, justamente porque através de suas perguntas aparentemente sem sentido faziam com que os reis revissem rumos políticos.
Há aqueles que apenas vão vivendo no sentido biológico do termo. Estes empurram a vida com a barriga e nem sequer refletem sobre estas questões. Acordam e vão dormir, trabalham e estudam apenas por necessidade. A vida não tem um significado muito claro para estas pessoas, e por esta razão nem sempre são cuidadosos (as) com a vida alheia também.
Outros têm como único objetivo ganhar dinheiro e só valorizam aquilo ou aquelas pessoas que lembrem o vil metal. Veem os outros como pontes ou escadas para chegarem aos seus objetivos. E os tratam como coisas, aliás, confundem pessoas com coisas. Tudo na vida destas pessoas tem um sentido de utilidade, eles (as) buscam o benefício em tudo o que fazem. São materialistas, frios e muito racionais. E imbatíveis em seus argumentos pormenorizados, pouco criativos, e bem aceitos no mundo empresarial, principalmente.
Eu não estou no mundo à passeio e aproveito oportunidades para fazer pensar, mudar atitudes, e meter-me naquilo que aparentemente nada tem a ver comigo. O todo me interessa muito mais do que as partes.
E você já pensou nestas questões?

(*) Este texto poderá ser utilizado em outros veículos, desde que se mantenha a autoria e a forma de contato: suely@pavandesenvolvimento.com.br