segunda-feira, 12 de setembro de 2011

HOMOFOBIA. ATÉ QUANDO?


HOMOFOBIA. ATÉ QUANDO?
Suely Pavan
Está se instalando no Brasil e a cada dia ganha mais força a passos pequenos, mas fortes, o preconceito e até o extermínio de homossexuais. O mundo andou para frente nas questões referentes à diversidade sexual, e parece que o Brasil está indo para trás. Apesar da lei votada pelo Superior Tribunal Federal garantindo a justa união estável e as práticas legais referentes à ela entre os homossexuais, as práticas e comentários que vemos e lemos diariamente refletem um preconceito perigoso.
Sempre me perguntou por qual razão choca tanto um heterossexual aceitar uma sexualidade diferente. Alguns profissionais ainda dizem que podem curar pessoas que amam pessoas de seu mesmo sexo. Estes ignoram aquilo que a própria Organização Mundial da Saúde diz: A homossexualidade não é doença, e, portanto não pode ser curada. Além dos mais, ao enxergar no outro apenas a sua orientação sexual, negam a pessoa como um todo: suas crenças, sua personalidade, seu caráter. Olhar parcialmente é sempre perigoso. Olhar um negro, por exemplo, apenas por sua cor deixando de lado sua totalidade, é no mínimo o exercício da burrice.
Enquanto esta ignorância travestida de cunho religioso, ou seja, lá o que for continuar a existir, vamos nos deparar com cenas de violência contra um ser humano que nenhuma ameaça real impinge. Ele apenas ama diferente. Não sei que espécie de deus punitivo as pessoas que discriminam os homossexuais acreditam. Só sei que o meu Deus, acredita no amor, e no amar ao próximo como a si mesmo.
Além dos preconceitos de algumas religiões os homossexuais são vítimas constantes de ataques de neonazistas. É lamentável que depois da destrutiva experiência alemã ainda nos deparemos com pessoas que acreditem numa raça pura, como se isto existisse.
O mundo precisa a cada dia da união de todos, espero que o Brasil faça a sua parte nesta evolução. E puna veementemente todos aqueles que ameaçarem todo e qualquer ser humano, seja por qual razão for. Não quero mais ver fotos como esta (abaixo) e que propõe com orgulho o extermínio de 5.000 homossexuais!
Até quando? 


AMEAÇA DE ATAQUE A HOMOSSEXUAIS EM RECIFE. SEGUNDO FONTES FOTO TIRADA DO BANHEIRO DO SHOPPING BOA VISTA.!

 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MULHERES DESESPERADAS POR UM AMOR

MULHERES DESESPERADAS POR UM AMOR
Suely Pavan (*)
Até a década de 60 restava para uma mulher uma única opção: Casar-se e ter filhos. Aquela que por qualquer razão ficava sozinha era mal vista, e se dizia que se não casasse até os 30 anos “ficaria para a titia”. As que tinham a audácia de se separar de seus maridos, as separadas e desquitadas, eram olhadas com desconfiança pelas mulheres casadas, já que tinham a fama de “roubar” os seus santos maridos.
O tempo passou, graças a Deus, e a mulher conquistou seu espaço. Hoje em teoria (sim, só em teoria) ela pode escolher ficar só, casar com quem quiser e ter quantos relacionamentos sexuais e afetivos antes de casar, sem ser cobrada por seu marido sobre o seu passado. Sempre digo em minhas palestras para o universo feminino que “Mulher hoje tem escolha”. Escolha tem, porém, algumas fazem um péssimo uso desta escolha.

É impressionante o número de notícias que lemos e vemos diariamente sobre jovens espancadas, mal tratadas por seus namorados. E que apesar dos maus tratos continuam com eles, e também aceitam qualquer coisa deles, como por exemplo, terem outras mulheres. Meninas que admiram seus homens (como elas mesma dizem) como se eles fossem “rappers” num vídeo clip de Hip Hop. E que por eles são capazes de brigar e até arrancar os cabelos das mulheres e meninas que eles mesmos abrem brechas para atrair. Elas sempre protegem o amado e culpam “as outras”. Vejo também pais que pouco fazem em prol de suas filhas, mesmo quando as mesmas são agredidas tanto verbal quanto fisicamente. Meninas que se metem com homens mau-caráter precisam ser aconselhadas e até encaminhadas para a psicoterapia com o objetivo de melhorar a auto-estima que é baixa, beira o dedão do pé. Não adianta os pais cruzarem os braços e acreditarem que as coisas se resolvam organicamente. Meninas e Mulheres que tudo aceitam dos homens em nome do amor têm geralmente problemas de auto-estima. Muitas vezes em termos de matriz feminina advindas de avós, mães e professoras têm uma imagem negativa da relação homem e mulher.
No consultório e cursos vejo também mulheres desesperadas para arrumar um namorado, mas na realidade são poucas que pensam ou sabem como querem ser tratadas por seus futuros pretendentes. Em nome do amor, elas tendem a tudo perdoar ou justificar. Mulheres que normalmente não sabem fazer companhia a si mesmas e que por esta razão pouco treinamento tem sobre como gostam de fato de serem tratadas. Mulheres que acreditam piamente que o amor, como se o amor ao outro fosse maior do que o amor delas por elas mesmas em primeiríssimo lugar.
O bom homem só aparece e se é feliz com ele, depois que a mulher aprende a amar e a conviver consigo mesma, tranquilamente e sem nenhum desespero.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FILHOS MIMADOS, HOMENS DESPREPARADOS


FILHOS MIMADOS, HOMENS DESPREPARADOS
Suely Pavan
Tenho uma amiga que diz que quando uma mulher tem um filho do sexo masculino, por alguma razão, ela fica abobalhada.  E desde o nascimento até a maturidade ela faz tudo por seu “fofo” rebento e não consegue perceber, pelo menos na maioria dos casos, o mal que faz para este futuro homem. Filhos mimados tendem a tornar-se homens despreparados para a vida. Ficam dependentes e para tudo dependem de uma mulher em suas vidas.
Há uma enorme diferença, porém, entre a mãe que tudo aceita, pois sente um amor incondicional por seu filhote e as futuras mulheres de carne e osso que o filho poderá ter. Mulher de verdade não aceita tudo de seu homem, por mais que o ame. E espera dele que o mesmo seja independente, não só em termos profissionais, mas principalmente em relação à vida. “Resolva marmanjo, não espere que eu faça tudo por você.”
A maioria dos homens lida bem com seus aspectos profissionais, mas muito pouco com os demais aspectos de sua vida, como por exemplo: saúde, compras de roupas e objetos pessoais, alimentação, afeto e até higiene.  Sabe-se, por exemplo, através de pesquisas, que as decisões de compra de uma família como um carro, imóvel, são feitas pelas mulheres, mesmo que o homem seja o pagante. Ou seja, aquele ditado grego que diz “O homem é a cabeça, mas a mulher é o pescoço” continua valendo na vida real. A mulher vira o pescoço do homem para o lado que quiser, já que sabe que ele depende dela para quase tudo. 
Já ouvi homens dizendo que se não tivessem mulheres viveriam como seres pré-históricos: comendo o que encontrassem pela frente; sem escovar os dentes e tomar banho; com roupas velhas e sujas e provavelmente numa caverna. Felizmente muitas mulheres estão começando a se cansar deste papel de “salvadoras da pátria” e exigindo cada vez mais de seus homens. Afinal de contas hoje em dia com a vida moderna e a multiplicidade de papéis exercidos pelas mulheres é cansativo carregar um homem nas costas. Sabe-se também que algumas mulheres agindo de um jeito antigo, preferem estimular a dependência de seus machos. É uma forma de manipulá-los, controlá-los e os deixarem felizes em suas mãos.
Obviamente, em função da criação que receberam por parte das mães, grande parte deles não gosta de ser tratado como um adulto e reage chamando a mulher de chata e cobradora. E literalmente emburram diante das exigências delas. Mas, como a cama não é um berço, o melhor que eles podem fazer se quiserem de fato uma mulher real na vida, é compartilhar a vida prática e não deletar tudo o que ocorre quando viram as costas para ir trabalhar. Já que filhos e a resolução de problemas domésticos continuarão a existir.
Espero, sinceramente, que estas novas mulheres também criem de forma diferente os seus filhotes. Preparando-os não só para serem bons profissionais como também homens, com “H”, em todas as esferas de sua vida.