segunda-feira, 16 de abril de 2012

A ÚLTIMA VIAGEM (Tratamento de crack e outras drogas)


A ÚLTIMA VIAGEM (Tratamento de crack e outras drogas) 


Suely Pavan Zanella(*)

Howard Lotsof (1943-2010) era dependente de heroína quando na década de 60 em uma viagem à Africa descobriu por acaso a iboga (Tabernanthe iboga).
A iboga é uma planta encontrada nos Camarões, Gabão, República Central Africana, Congo, República Democrática do Congo, Angola e Guiné Equatorial. Seu principal alcalóide é a ibogaína, extraída da casca da raiz.
Após uma “viagem” de aproximadamente 36 horas Lotsof livrou-se de seu vício. A “fissura”, tão comum, nos dependentes graves de substâncias psicoativas (álcool, cocaína, heroína, crack, etc.) foi inexistente.
Em 1985 obteve quatro patentes nos EUA para o tratamento de dependências de ópio, cocaína, anfetamina, etanol e nicotina. Fundou o International Coalition for Addicts Self Help e desenvolveu o método Endabuse, uma farmacoterapia experimental que faz uso da ibogaíne HCl, a forma solúvel da ibogaína. Através da administração de uma única dose, cujo efeito dura dois dias, haveria uma atenuação severa dos sintomas de abstinência e uma perda do desejo de consumir drogas por um período mais ou menos longo de tempo.
Segundo estudos cerca de 85% dos usuários deixam de usar drogas após a administração da ibogaína.
A patente da ibogaína foi expirada, e os tratamentos não são autorizados nos Estados Unidos, Reino Unido, França ou Suíça.
No Brasil a ibogaína não tem o registro da Anvisa.

Particularmente, tomei conhecimento da ibogaína, através de um episódio da série Lei e Ordem (Unidade de Vítimas Especiais). Nele o médico psiquiatra aplica uma única dose em um rapaz viciado em heroína e desta forma arrisca-se profissionalmente. Segundo o episódio, a ibogaína não era utilizada nos E.U.A. por causa de interesses financeiros das indústrias farmacêuticas.
À época fui pesquisar o assunto e encontrei muito pouco material, e todos confirmavam a eficácia do tratamento.
Para escrever este texto, fazendo nova pesquisa, percebi que apesar de mais material disponível na internet ele é bastante repetitivo.
Não encontrei nada efetivo à respeito de pesquisas feitas aqui no Brasil. Exceção feita à matéria da Revista Galileu (edição 10/09/2010) que diz o seguinte:
A primeira pesquisa brasileira no assunto está prevista para começar no ano que vem, sob orientação do psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ainda que os resultados sejam positivos, não há chance de cápsulas de ibogaína chegarem às farmácias tão cedo. “Sob estrita supervisão médica, a droga poderia se tornar um medicamento, mas custaria milhões de dólares em estudos e ainda não há investidores para tanto”, diz Hencken.
Ou seja, a pesquisa deveria ter iniciado em 2011, e não encontrei nada à respeito na internet sobre ela.  
Lendo muitos artigos (a maioria é em inglês) para escrever este texto percebi que há ainda muito preconceito em se pesquisar esta droga (?) que poderia ajudar milhares de pessoas viciadas graves (adictas) ao redor do mundo. Ou ao menos dar um esclarecimento científico sobre o seu não uso. O que resta ainda é uma dúvida não esclarecida sobre a eficácia da ibogaína.

Cabe ressaltar que não se deve acreditar em plantas vendidas na internet. O uso da ibogaína requer acompanhamento médico e psicológico, e raramente um profissional que faça uso da substância em seus tratamentos irá anunciar na internet.

A “viagem” que se faz ao usar a ibogaína é consciente, e nela o paciente faz uma volta ao passado e relembra o momento em que passou a usar a droga. Funciona como uma espécie de regressão. Na Àfrica é chamada de “droga do espírito”, pois diz curar males desta ordem, tais como depressão, AIDs, e outros males.
Esperemos que no Brasil seu uso seja devidamente pesquisado, sem medos ou preconceitos, e se provado que a ibogaína realmente cura a dependência de drogas que suas capsulas sejam inseridas no tratamento desta população. Desta forma será possível vislumbrar um futuro, e fazer a última viagem, só que desta vez de cura da drogradicção.

Para saber mais sobre a Ibogaína:






Um comentário:

israel leandro disse...

Tratamento com Ibogaína , sua última tentativa!!!!
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